
É bom falar sobre o amor.
O amor tem diversas prerrogativas.
Há o amor que faz com que as pessoas que se amam estejam sempre juntas.
E há o amor que faz com que as pessoas que se amam, mesmo longe, nunca se separem.
Há o amor que nem sempre está presente nas alegrias de quem é amado, e há o amor que nunca está ausente na dor de quem sofre.
Há o amor que é mais forte do que a morte, e há o amor que leva quem ama até a morte.
Há o amor que não aceita meias medidas, e há o amor que é sem medida.
Há o amor que não se vende, e há o amor que não se rende.
Há o amor que não se cansa, e há o amor que nunca descansa. Há o amor de quem sofre com quem sofre, e há o amor de quem sofre para que ninguém sofra.
Há o amor que suporta tudo, e há o amor que suporta a todos.
Há o amor que abraça os amigos e há o amor que recebe os inimigos.
Há o amor que faz tudo o que Deus pede, e há o amor que faz tudo o que Deus merece.
Se todo e qualquer amor é admirável, existe uma forma que é mais admirável do que todas as demais formas de amar.
E qual seria esta forma ?
É quando a um supremo amor se junta uma suprema dor !
Se Cristo só pensasse em si e não pensasse em nós, que seria de nós ?
Se Cristo só pensasse em se salvar, que esperança teríamos ?
Se Cristo pensasse em abandonar a cruz por amor à sua Mãe, que amor restaria para nós?
Se Cristo abandonasse o amor pelo tamanho de sua dor, que amor restaria então para nossas dores?
Senhor, bendito sejas por me lembrares todas essas coisas sobre o amor !